Juventude

EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE

As reitorias e o governo Serra tentam intimidar os trabalhadores. Fortalecer a solidariedade estudantil!

28 May 2010   |   comentários

Em luta pela reposição salarial, contra a quebra da isonomia, pelo fim das punições e processos, @s trabalhador@ s das estaduais paulistas vem levando adiante uma importante luta no estado de SP que traz àtona o debate sobre o caráter da universidade pública e de sua estrutura de poder. Desde o dia 5 de maio os trabalhadores da USP estão em greve, e junto a eles estão os funcionários da Unicamp e da Unesp desde o dia 12. Em nossa Universidade, a greve se fortalece, com novos campi dando corpo àmobilização que atinge mais de 10 cidades, como é o caso de Rio Claro, que iniciou sua greve de funcionários nessa quinta.

Com a clareza de que a luta se amplia, o governo, reitores e seus capachos(diretores, inspetores e chefes de departamento) buscam através da intimidação diária, repressão policial, multas, processos jurídicos e declarações falsas na mídia acabar com a mobilização. Um exemplo absurdo desse processo repressão aconteceu nessa quinta na USP, em que Rodas e diretores cortaram 15 dias do salário dos funcionários da Prefeitura do Campus e 10 dias dos funcionários da COSEAS. Esse é um claro ataque ao direito de manifestação e greve de todos os trabalhadores das estaduais paulistas, buscando desarticular setores importantes na greve da USP.

Os estudantes não podemos ficar omissos frente a isso. Sabemos que essa escalada repressiva é parte de um processo de intimidação de todos os lutadores que atinge também a nós. É assim na Unesp de Araraquara, em que a diretoria acaba de suspender representantes de 3 Centros Acadêmicos por 15 dias. Processos e sindicâncias contra a luta estudantil ocorrem no estado de SP e em todo o país.

Assim como os trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp, vimos no último período o governo Serra atacar os professores da rede pública no estado de SP, assim como judiciários e funcionários da Sabesp. Lula também não ficou atrás, declarando que iria cortar o ponto dos judiciários federais.

É preciso responder a tudo isso, não se pode deixar que governos e reitorias naturalizem – como nos tempos da ditadura militar – a perseguição e repressão política, ameaçando o direito elementar e democrático que é o direito de greve. Chamamos ao conjunto dos estudantes e entidades do estado de SP, a se colocarem ativamente no fortalecimento da solidariedade aos trabalhadores, organizando debates, publicando textos e moções em apoio, participando dos piquetes, paralisações e atos. Nos dirigimos também ao conjunto dos estudantes e entidades estudantis do país, em especial aos companheiros e companheiras que constroem a ANEL, a colocarmos de pé uma campanha nacional desde os colégios e universidades em defesa do direito de greve.

Se atacam um, atacam todos! Pelo fim das perseguições e cortes de ponto d@s trabalhador@ s em luta! Pelo direito àgreve!

Todo apoio àgreve dos trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp! Todo apoio àluta dos estudantes de Marília! Fortalecer a mobilização estadual!

D.A. Unesp Rio Claro

C.A. de Física Unesp Rio Claro

Artigos relacionados: Juventude









  • Não há comentários para este artigo