Internacional

TUNÃ SIA

As massas voltam às ruas no berço da primavera árabe

11 Feb 2013   |   comentários

TUNà SIA - Após o assassinato de Chokri
Belaïd, líder do partido de oposição
Democratas Patriotas, no último dia
6/2, a Tunísia revive a maior onda de
protestos e choques de massas contra
o Executivo (chefiado pelo partido islâmico
Ennahda) e as forças de segurança
desde a queda de Ben Ali em
2011. Para tratar de conter as mobilizações,
o primeiro-ministro Hamadi Jebali
anunciou, em contradição com seu
próprio partido islâmico, a dissolução
do Executivo e a conformação de um
Governo de tecnocratas presidido por
ele até novas eleições, que se fariam
“o quanto antes†, proposta rechaçada
pelo Ennahda, com o que se abre
uma crise política no país. O histórico
sindicato União Geral dos Trabalhadores
Tunisianos (UGTT) convocou para
esta sexta-feira (8/2) uma greve geral
de 24 horas no país, a primeira desde
1978, que paralisou as ruas da capital
e de distintas cidades. Reforçaram-se
as medidas de segurança, caminhões
militares se distribuíam pela capital Túnis,
e efetivos militares foram enviados
para auxiliar as forças policiais em Zarzis
(sul), Gafsa (centro), e Sidi Bouzid, local
onde se iniciou a “primavera árabeâ€
em 2011. O prolongamento da crise
econômica mundial impede a estabilização
dos novos regimes impostos, e
continua desatando as forças reservadas
dos profundos processos revolucionários
da primavera árabe, que tocam
nada menos que as questões estruturais
da dominação imperialista na região,
acelerando a experiência das massas
com as armadilhas da “transição†acionadas
pelo imperialismo e seus agentes,
as mediações islâmicas moderadas, na
Tunísia, no Egito e outros países. É necessária
uma imediata greve geral por
tempo indeterminado contra o governo
do Ennahda, colocando abaixo Jebali
e o presidente Marzouki em base aos
métodos da classe operária e sua luta
revolucionária contra todos os agentes
da burguesia, instalando uma Assembléia
Constituinte Revolucionária que
represente os interesses genuínos dos
trabalhadores contra a burguesia, para
avançar a um governo operário, camponês
e popular que acabe com a dominação
imperialista no país!

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