Internacional

ATAQUE SIONISTA À PALESTINA

Abaixo a escalada militar do Estado de Israel em Gaza

16 Nov 2012   |   comentários

No último dia 14 de novembro, o Estado de Israel pôs em marcha a Operação “Pilar de Defesa†, assassinou Ahmed Yabari, um alto chefe militar do Hamas, e lançou um ataque aéreo sobre a Faixa de Gaza, que ainda está em curso. Como produto desta escalada militar, já morreram ao menos 25 civis palestinos, entre eles várias crianças.

No último dia 14 de novembro, o Estado de Israel pôs em marcha a Operação “Pilar de Defesa†, assassinou Ahmed Yabari, um alto chefe militar do Hamas, e lançou um ataque aéreo sobre a Faixa de Gaza, que ainda está em curso. Como produto desta escalada militar, já morreram ao menos 25 civis palestinos, entre eles várias crianças.

O governo do ultradireitista Binyamin Netanyahu já anunciou que isto é somente o começo de uma ofensiva maior, deixando colocada a possibilidade de uma invasão com tropas terrestres a Gaza, para o que já teria convocado 75.000 soldados. Recordemos que a última vez que o Estado sionista invadiu Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, na operação conhecida como “Chumbo Fundido†, assassinou ao redor de 1400 palestinos, ademais de destruir a já miserável infraestrutura desta cidade, onde vivem amontoados em acampamentos de refugiados ao redor de 1,7 milhões de palestinos.

O presidente norte-americano Barak Obama saiu imediatamente a respaldar o Estado de Israel e seus métodos terroristas, como os “assassinatos seletivos†de dirigentes da resistência palestina e as vítimas civis, argumentando que está exercendo seu direito à“autodefesa†, mostrando uma vez mais o caráter estratégico da aliança entre o estado sionista e o imperialismo. Obama continua a política da “guerra contra o terrorismo†iniciada por Bush e aplica os mesmos métodos de “assassinatos seletivos†com seus aviões não-tripulados, que cobraram a vida de milhares de civis no Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Esta nova ofensiva militar é parte da política colonial do estado de Israel sobre o povo palestino, condenado a viver sob a ocupação sionista e privado de seu direito elementar da autodeterminação nacional.

Mas desta vez a situação é distinta. Milhões se levantaram no mundo árabe e muçulmano e derrubaram ditadores aliados dos Estados Unidos, das potências imperialistas e de Israel. O ponto mais alto desta onda de mobilizações conhecida como a “primavera árabe†foi o processo revolucionário no Egito que derrubou Hosni Mubarak. Esse processo foi desviado com a assunção ao poder de um governo islâmico moderado da Irmandade Muçulmana, que busca garantir o “status quo†regional a serviço do imperialismo, mantendo o tratado de paz com o Estado de Israel, enquanto este massacra o povo palestino. Não obstante, a causa palestina pode incendiar novamente a região, como está ocorrendo na Jordânia, onde o regime monárquico se encontra em xeque pela mobilização popular, abrindo o caminho para uma luta já não só contra os regimes ditatoriais, mas contra a exploração e opressão exercida pelo imperialismo, pelo Estado de Israel e pelos reacionários governos árabes próimperialistas.

Em diversas cidades do mundo já se realizaram mobilizações de repúdio ao ataque do Estado de Israel. Chamamos as organizações operárias e populares, as organizações de esquerda, os organismos de direitos humanos e todos aqueles que se reivindicam antiimperialistas a organizar a mais ampla mobilização para repudiar este novo massacre e expressar nossa solidariedade com o povo palestino.

Abaixo a ofensiva militar do Estado de Israel em Gaza!
Exigimos o governo de CFK que rompa relações diplomáticas com o estado terrorista de Israel!
Solidariedade com a luta do povo palestino!

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