Movimento Operário

APEOESP: A burocracia de Bebel novamente contra a mobilização

21 Aug 2014   |   comentários

Antes das férias e da Copa, na última assembleia da APEOESP se votou que iniciaríamos nossa greve em 15 de agosto. Nós do Professores pela Base, que impulsiona junto a diversas outras categorias o Movimento Nossa Classe, havíamos votado e proposto iniciar greve ainda em junho, unificando com os professores da rede municipal e Universidades Paulistas (USP,UNESP e (...)

Antes das férias e da Copa, na última assembleia da APEOESP se votou que iniciaríamos nossa greve em 15 de agosto. Nós do Professores pela Base, que impulsiona junto a diversas outras categorias o Movimento Nossa Classe, havíamos votado e proposto iniciar greve ainda em junho, unificando com os professores da rede municipal e Universidades Paulistas (USP,UNESP e UNICAMP). Naquele momento a chapa 1 (ArtSind,ArtNova e PCdoB), chapa 2 (grande parte do PSOL , PCB e FOS) votaram contra exatamente com a proposta de greve em junho, alegando que rapidamente viriam as férias. Mas voltando do recesso, agora se fala em nova assembleia em setembro e uma marcha em outubro. Ou seja, mesmo com a imensa precarização que os professores sofrem, com a ameaça da minuta, que precariza ainda mais o nosso trabalho com ataques como aumento da idade da aposentadoria, a burocracia petista de Bebel mostra uma vez seu caráter de freio dos trabalhadores. Isso não é de surpreender. Porém, na assembleia do dia 15 de agosto infelizmente o conjunto da Chapa 4 (PSTU,Conspiração Socialista e Espaço Socialista) com exceção de nós do Professores pela Base votaram, juntos com as chapas 1 e 2, contra o inicio da greve, o que consideramos um grave erro político dos companheiros.

Tudo que se votou na assembleia deste dia 15 de agosto, foi, como dissemos uma marcha em defesa da educação em outubro, nova assembleia em setembro e a incorporação da APEOESP ao Plebiscito pela Reforma Política. Professores Pela Base votou a favor da marcha em defesa da educação, por nova assembleia e contrario a integração ao plebiscito, por ser uma manobra política do PT e seus aliados para desviar o foco político, alem obviamente de iniciar a greve imediatamente. Isso num momento em que poderíamos nos unificar com a greve das universidades estaduais paulistas contra o desmonte da Educação pública, tendo àfrente a USP, que já dura 90 dias e está dando lições. Mas é justamente uma luta exemplar que a burocracia petista não quer. Querem garantir a ordem em prol de seus interesses eleitorais.

Com essa política de abafar qualquer iniciativa em defesa da necessidade de construir uma greve séria dos professores da rede estadual, que durante a reunião da diretoria da APEOESP somente foram abertas 7 falas, sendo 4 para chapa 1, 2 para chapa 2 e 1 para chapa 4, o que nos impediu de usar a palavra para defender nossas posições. No CER a mesma proporção, o que igualmente não nos possibilitou intervir no conselho, por fim a Assembleia onde só fala os escolhidos por Bebel e Cia.

Vale ressaltar que cada vez nosso sindicato se consolida como mais burocrático. A base há tempos não tem voz, e mesmo os diretores e conselheiros, opositores são impedidos de falar nos fóruns da entidade. Precisamos retomar de uma vez por todas esse sindicato, e arrancar toda a burocracia e fazer com que os professores se apoderem para valer desse instrumento de luta e de organização. Para essa tarefa convidamos a todos os professores a se somarem e conhecerem nossa corrente.

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