Internacional

20N: Massiva mobilização por Ayotzinapa

21 Nov 2014   |   comentários

No marco do novo escândalo da luxuosa “casa branca†de Angélica Rivera, a primeira dama, sem novidade na busca pelos estudantes normalistas, a crise do governo de Peña Nieto se aprofunda.

No marco do novo escândalo da luxuosa “casa branca†de Angélica Rivera, a primeira dama, sem novidade na busca pelos estudantes normalistas, a crise do governo de Peña Nieto se aprofunda. Em todos os rincões do México se vê nas ruas a indignação e a reivindicação pelos estudantes desaparecidos.

Tal como anunciou Peña Nieto há alguns dias, que “o Estado se reserva o uso da força,†para esta jornada o questionado governo mexicano ordenou um amplo destacamento policial frente às importantes mobilizações que se estão desenvolvendo no dia de hoje.

Segundo informa o La Jornada, destacou-se 3500 policiais federais, 1300 gendarmes (da recém criada Gendarmería que protegerá a produção industrial do país, ou seja, que velará pelos interesses dos empresários) e 150 poliais da cavalaria, em pontos considerados estratégicos pelo governo.

Frente a um regime onde o Partido revolucionário Institucional (PRI), o Partido Ação Nacional (PAN) e o Partido da Revolução Democrática (PRD) têm múltiplos vínculos com o narcotráfico, ostentam vidas luxuosas enquanto o povo se encontra mergulhado na miséria, em que todos os dias aparecem fossas clandestinas, o governo parece posicionar-se para uma saída repressiva a fim de deixar para trás uma crise incontornável.

Isto se vê com as detenções arbitrárias realizadas na últimas semanas, amedrontamentos contra o movimento estudantil, e hoje com a saída às ruas das forças repressivas para garantir a “lei e a ordem†que exigem o imperialismo norteamericano, as transnacionais e o empresariado mexicano.

Não obstante, estudantes, trabalhadores, camponeses pobres e povos originários organizaram ações ao longo de todo o país. “Vivos os levaram! Vivos os queremos de volta!†, “Foi o Estado!†e “Fora Peña Nieto!†são consignas que se cantam por toda parte. Cresce a solidariedade com os jovens de Ayotzinapa.

Estudantes do Instituto Politécnico Nacional em luta

Ao redor das 13h mais de 1000 estudantes marcharam desde o Monumento da Revolução para bloquear a sede central da Secretaria da Educação Pública (SEP). Ademais de suas reivindicações, somam-se às ações pela aparição dos 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa.

Aeroporto Internacional da Cidade do México

Centenas de estudantes da Universidade Autônoma do México, do Colégio de Ciências e Humanidades (CCH) Oriente, da Preparatória 2 e da Faculdade de Estudos Superiores (FES) Acatlán marcharam para bloquear o aeroporto. Reclamam a aparição com vida dos 43 normalistas de Ayotzinapa e “Fora Peña Nieto†.

O governo destacou na zona forças policiais e ordenou o fechamento das estações do metrô adjacentes ao aeroporto. Houve escaramuças com os manifestantes. A manifestação não pôde chegar ao aeroporto ante o bloqueio da polícia.
Caravanas dos pais dos 43 desaparecidos

Depois de uma travessia por distintos estados do país, já chegaram àCidade do México duas das três caravanas que saíram do estado de Guerrero.

A caravana do sul, denominada “Daniel Solís Gallardo†, partirá do à ngel de La Independencia (situado sobre a avenida Reforma) às 17h. desde o meio-dia já se começavam a concentrar manifestantes no local.

A caravana do norte, batizada “Julio César Mondragón Fontes†sai da histórica Praça das Três Culturas – cenário do massacre de Tlatelolco de 1968 – as 18h.
A caravana “Julio César Nava†, que percorreu os municípios de Guerrero, sairá as 18h do Monumento da Revolução, onde se concentrarão organizações sindicais e camponesas.

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