Questão negra

150 pessoas presas em Berkeley na Califórnia, em protestos contra a violência policial

10 Dec 2014   |   comentários

Os protestos mais numerosos se deram em Berkeley, Califórnia, onde se estimaram que mais de 1500 participaram nesta segunda-feira, em sua grande maioria estudantes da Universidade da Califórnia, sede em Berkeley.

Os protestos mais numerosos se deram em Berkeley, Califórnia, onde se estimaram que mais de 1500 participaram nesta segunda-feira, em sua grande maioria estudantes da Universidade da Califórnia, sede em Berkeley.

Ao menos 150 pessoas foram presas na segunda-feira ànoite depois que um grupo de estudantes e jovens paralisou as vias de trem e outras centenas marcharam na Rodovia Interestatal 80 e uniram os braços formando uma barreira humana e detendo o tráfico em ambas as direções.

Os manifestantes portavam cartazes que diziam “Não posso respirar†[I can’t breathe], as últimas palavras de Eric Garner, que foi assassinado por um policial em julho deste ano.

A polícia de Berkeley reprimiu em várias ocasiões nos últimos dias, golpeando manifestantes e lançando gás lacrimogêneo.

Berkeley foi um centro histórico para o movimento estudantil nos Estados Unidos, onde se desenvolveu o Movimento pela Liberdade de Expressão e os protestos contra a guerra no Vietnã nos anos ’60.

Outras centenas de manifestantes protestaram em outras cidades como Nova Iorque, e em Phoenix no Arizona, onde outro homem afroamericano de 34 anos, Ruman Brisbon, que estava desarmado, foi assassinado por um policial na semana passada. À frente da marcha em Phoenix estava a filha de Brisbon, de 9 anos de idade, que entre lágrimas perguntava porque a polícia havia matado seu pai.

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